Burnout - Ritual Macabro

Página oficial da faixa — letra, plataformas e o que se esconde sob o véu.

Sob o Véu

“Burnout - Ritual Macabro” nasce no altar invisível onde a vida é oferecida em troca de produtividade. É o rito sombrio da exaustão moderna: corpos que marcham, dias que se repetem, vozes internas esmagadas pelo peso de tudo que exige, aperta e cobra.

A canção acompanha o instante em que a máquina começa a falhar. As cores se apagam, o sentido se desfaz, e o sujeito já não sabe onde termina o trabalho e onde começa a própria ruína. Mas no centro do colapso há uma ruptura: o corpo grita antes da razão. O “não” surge como última defesa da alma.

Sob o Véu, Burnout não é apenas cansaço. É sacrifício. É engrenagem. É incêndio lento. Mas também é interrupção, espelho e retorno. Quando tudo parece queimar até o fim, resta o gesto mais difícil: parar, respirar, resistir — e reencontrar, nas cinzas, aquilo que ainda sobrevive.

Letra

No altar do Capital
Sou o próprio sacrifício
Um autômato marchando
Ao limiar do precipício

Tudo pesa e nada faz sentido
As cores se desvanecem

Eu me perdi de mim
Me perdi de mim
Não dá
Não dá mais
Estou quebrando
Quebrando

Tudo exige. Tudo aperta. Tudo cobra
Tudo exige. Tudo aperta. Tudo cobra
Eu parei
Meu corpo gritou: “não”, antes de mim
Eu não sei mais quem eu sou

Silêncio
Eu preciso me olhar
Eu preciso existir
Encaro o espelho e eu ainda estou aqui
Eu encontro quem eu sou

Respiro
Resisto
Luto
Sobrevivo

Mudo o rumo e o destino
Antes de queimar até o fim
Antes de queimar até o fim
Antes de queimar