Burnout - Ritual Macabro

Página oficial da faixa — exaustão, colapso e ruptura.

Sob o Véu

“Burnout - Ritual Macabro” nasceu da minha percepção de uma exaustão que se espalha de forma quase epidêmica, atingindo cada vez mais pessoas e, de modo especialmente inquietante, também os mais jovens.

Sempre me incomodou uma cultura que transforma desempenho em medida de valor: produzir mais, entregar mais, superar metas, permanecer disponível. O resultado passa a justificar o desgaste, enquanto corpo e mente são empurrados para além de seus próprios limites.

A canção acompanha o momento em que essa engrenagem começa a falhar. As cores se apagam, o sentido se desfaz e o corpo passa a dizer aquilo que já não pode ser ignorado.

Sob o Véu, o burnout também se torna símbolo de um modelo de vida que consome aquilo que pretende aperfeiçoar. O ritual se rompe quando surge a possibilidade mais difícil: interromper, reconhecer o limite e recuperar aquilo que a lógica do desempenho tentou reduzir a resultado.

Letra

No altar do Capital
Sou o próprio sacrifício
Um autômato marchando
Ao limiar do precipício

Tudo pesa e nada faz sentido
As cores se desvanecem

Eu me perdi de mim
Me perdi de mim
Não dá
Não dá mais
Estou quebrando
Quebrando

Tudo exige. Tudo aperta. Tudo cobra
Tudo exige. Tudo aperta. Tudo cobra
Eu parei
Meu corpo gritou: “não”, antes de mim
Eu não sei mais quem eu sou

Silêncio
Eu preciso me olhar
Eu preciso existir
Encaro o espelho e eu ainda estou aqui
Eu encontro quem eu sou

Respiro
Resisto
Luto
Sobrevivo

Mudo o rumo e o destino
Antes de queimar até o fim
Antes de queimar até o fim
Antes de queimar