Crianças de Gaza

Página oficial da faixa — som, memória e resistência.

Sob o Véu

Da névoa da razão e do sangue, nasceu “Crianças de Gaza”. Não como um protesto, mas como uma tentativa de compreender o incompreensível. É o olhar que se ergue diante do genocídio, não para gritar, mas para que o silêncio não se torne conivente.

A música brotou do impacto cru das imagens, do som dos bombardeios e da contagem impassível de vidas interrompidas. Cada verso é um fragmento de humanidade colhido entre ruínas — o eco de ossos e sonhos esmagados pela brutalidade de um poder que se julga divino.

“Crianças de Gaza” é um cântico de luto e lucidez. Um testemunho que não deseja vingança, mas memória. Que recorda para que o horror não se repita, e para que, algum dia, o mundo volte a merecer o riso das crianças.

Letra

Crack, Crack, Crack, Crack.
Pisem, pisem, pisem, pisem.
Matem, matem, matem, matem.
Um desejo insano
Dos homens de preto
Vampiros humanos.

Eu ouço o barulho
De ossos quebrando
Sons estilhaçados
Esqueletos humanos
Botas implacáveis
Seguem marchando
Atirando, atirando
Pisando, pisando.

Sonhos de meninos
Sonhos de meninas
Viram fumaça
São drones chegando 
Escorre o sangue
Respingam nas almas
De todos os seres humanos.

Um povo humilhado
Cercado, matado,
De tiro e de fome
Nas terras antigas
Do Império Otomano
Na costa oriental
Do Mar Mediterrâneo.

Crack, Crack, Crack, Crack.
Pisem, pisem, pisem, pisem.
Matem, matem, matem, matem.
Um desejo insano
Dos homens de preto
Vampiros humanos.

Milhares de crianças 
Assassinadas, feridas, marcadas
Um massacre teleguiado
Que passa nas telas 
Que rola nos feeds
Stories e reels
Corpos servidos
No café, no almoço e no jantar.

Mas há quem fale em defesa
das pequenas almas de gaza
Porém muitas vozes 
Foram silenciadas
Sigamos lutando, gritando
Exigindo que parem 
a matança assombrada.

Crack, Crack, Crack, Crack.
Pisem, pisem, pisem, pisem.
Matem, matem, matem, matem.
Um desejo insano
Dos homens de preto
Vampiros humanos
Vampiros humanos
Vampiros humanos.