Sob o Véu
“Bruxaria” nasceu de uma admiração antiga que tenho pela força do feminino: sua capacidade de perceber, criar, transformar e preservar saberes transmitidos através do tempo.
Sempre fui fascinado pela energia das mulheres ligadas à cura, à intuição e ao conhecimento ancestral, assim como pelas linguagens simbólicas que procuram enxergar aquilo que nem sempre se revela à primeira vista.
Na canção, cartas, presságios, ervas, cristais e ritos aparecem como elementos desse universo de percepção, onde experiência, símbolo, natureza e intuição se encontram.
A bruxa que imaginei não é uma figura de fragilidade ou temor. É presença, consciência e força. Uma mulher que percebe além da superfície, confia na própria intuição e reconhece a potência que carrega em si.
Letra
Do alto da minha torre Eu vejo o futuro nas cartas Subo mil lances de escadas Pra encontrar o meu amado E ouço quieta em silêncio O toc toc da bruxa no meu quarto. Sussurro línguas e danço libras Sou forte sou destemida Tenho as folhas como amigas E a água como aliada Do cristal roubo energia E o espelho é meu portal enluarado. Princesa, guerreira, valente Ao amor, predestinada No dia luz incandescente Na noite Estrela cadente No mar sereia encantada. Sigo entre passado e futuro Nas linhas da minha mão Destinos que veem selados Abertos ou entrelaçados Atados em fios de condão. Sou bruxa, sou tudo sou nada Sou zen, energia, "mirada" força bruta, nunca domada Tomando conta de tudo Com a força da natureza E a energia das matas. Princesa, guerreira, valente Ao amor, predestinada No dia luz incandescente Na noite Estrela cadente No mar sereia encantada.